Quantas vezes tive que sorrir para disfarçar uma lágrima teimosa...
Quantas vezes quis gritar e sufoquei o pranto...
Quantas vezes quis sair correndo de algum lugar e fiquei, por educação, respeito ou medo...
Quantas vezes esqueci meus problemas e com um sorriso no rosto fui ajudar quem precisava...
Quantas vezes tudo o que desejei era apenas um abraço, um consolo, uma palavra amiga e só recebi ingratidão...
Criticar é fácil, mas usar o meu “sapato” ninguém quer;
Vestir minhas dores ninguém quer...
“Em um mundo que continua sempre o mesmo
Onde nada é justo e pouco é certo”
Me sinto como um pássaro trancado em uma gaiola
Todos esperam que eu cante sempre
Pouco importa o que sinto, se estou cansada...
Mas nos momentos em que tudo dá errado
Em que só a dor e o desespero aparecem
Não desisto e sigo adiante
Digo que viver continuará sendo a minha bandeira,
Mesmo que prosseguir seja uma loucura...
Uma mistura de questões políticas, musicais, televisivas, raciais, religiosas, esportivas, sentimentais, profissionais e do dia-a-dia desses lugares espalhados pelo mundo...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
O poder da vítima
Texto de Rosana Hermann, postado no R7
Brasileiro adora coitadinho. Pode ser coitadinho social, intelectual, tanto faz. Sendo coitadinho, leva. Porque brasileiro é muito vaidoso e não há melhor exercício de vaidade no mundo do que ajudar um coitadinho ou sentir compaixão por ele. Aí sim, o vaidoso demonstra todo seu poder e superioridade. A mente nem traz pra consciência, pra não estragar a brincadeira, mas quanto mais o outro for coitadinho mais superior o ego se sente.
Daí, o culto aos coitadinhos.
Os mais espertos percebem que quando ele se mostra uma vítima, vai ter carinho, colinho, dim-dim e aplausos. Quem se faz de vítima sempre leva a melhor, mesmo estando errado. Aliás, estar certo ou errado não faz a menor diferença diante da estrondosa fúria emotiva do coitadinho.
O coitadinho comove.
Alguns espertos que descobriram isso vivem de ser coitadinhos profissionais. Queixam-se o dia todo do mundo das injustiças, do salário baixo, enfim, de absolutamente tudo. A exceção aos momentos de exposição de exemplos de vitimizações são os momentos de auto-elogio. Todo mundo ri e aplaude o coitadinho quando ele se auto-elogia. Sabe por quê? Porque o coitadinho não parece ser uma ameaça a ninguém. É só um pobre coitado.
Tá bom. Vai nessa. O coitadinho esperto é só um vaidoso que ainda não teve oportunidade de ser um tirano. Mas assim que ele começa a melhorar de vida mostra a que veio. Veio para se vingar de seu destino. Veio para colocar-se no lugar onde ele acha que merece, que é exatamente acima de todos os outros. O coitadinho acha que o mundo está em débito com ele e, portanto, tem o direito de reivindicar o que bem entender.
Eu tenho medo dos coitadinhos profissionais. Não dos coitados de fato, os miseráveis, os injustiçados, mas desse outro que descrevo.
Esse coitadinho será o primeiro a cortar a mão de quem lhe ajudou. A puxar o tapete de quem lhe ofereceu o ombro. Porque o coitadinho tem ódio de receber esmolas e migalhas. Ele nutre um ódio mortal por todas as testemunhas de sua condição de momento.
Portanto, se você tem bom coração, é sensível e preza a justiça, seja justo de verdade. Não confunda a vaidade de fazer benemerência com coitadinhos e a real vontade de ajudar alguém que necessita.
Doar-se não é dar o peixe, como se diz. É doar o que você tem de mais precioso, o seu tempo de vida na terra, para ensinar o outro a se virar sozinho.
Ser bom não é ser bonzinho. É fazer com que todos cresçam a sua volta sem medo de ser superado.
Ser bom é ser verdadeiro com o que tem, buscando sempre o melhor, mas mantendo a dignidade de não se fazer de coitado.
Brasileiro adora coitadinho. Pode ser coitadinho social, intelectual, tanto faz. Sendo coitadinho, leva. Porque brasileiro é muito vaidoso e não há melhor exercício de vaidade no mundo do que ajudar um coitadinho ou sentir compaixão por ele. Aí sim, o vaidoso demonstra todo seu poder e superioridade. A mente nem traz pra consciência, pra não estragar a brincadeira, mas quanto mais o outro for coitadinho mais superior o ego se sente.
Daí, o culto aos coitadinhos.
Os mais espertos percebem que quando ele se mostra uma vítima, vai ter carinho, colinho, dim-dim e aplausos. Quem se faz de vítima sempre leva a melhor, mesmo estando errado. Aliás, estar certo ou errado não faz a menor diferença diante da estrondosa fúria emotiva do coitadinho.
O coitadinho comove.
Alguns espertos que descobriram isso vivem de ser coitadinhos profissionais. Queixam-se o dia todo do mundo das injustiças, do salário baixo, enfim, de absolutamente tudo. A exceção aos momentos de exposição de exemplos de vitimizações são os momentos de auto-elogio. Todo mundo ri e aplaude o coitadinho quando ele se auto-elogia. Sabe por quê? Porque o coitadinho não parece ser uma ameaça a ninguém. É só um pobre coitado.
Tá bom. Vai nessa. O coitadinho esperto é só um vaidoso que ainda não teve oportunidade de ser um tirano. Mas assim que ele começa a melhorar de vida mostra a que veio. Veio para se vingar de seu destino. Veio para colocar-se no lugar onde ele acha que merece, que é exatamente acima de todos os outros. O coitadinho acha que o mundo está em débito com ele e, portanto, tem o direito de reivindicar o que bem entender.
Eu tenho medo dos coitadinhos profissionais. Não dos coitados de fato, os miseráveis, os injustiçados, mas desse outro que descrevo.
Esse coitadinho será o primeiro a cortar a mão de quem lhe ajudou. A puxar o tapete de quem lhe ofereceu o ombro. Porque o coitadinho tem ódio de receber esmolas e migalhas. Ele nutre um ódio mortal por todas as testemunhas de sua condição de momento.
Portanto, se você tem bom coração, é sensível e preza a justiça, seja justo de verdade. Não confunda a vaidade de fazer benemerência com coitadinhos e a real vontade de ajudar alguém que necessita.
Doar-se não é dar o peixe, como se diz. É doar o que você tem de mais precioso, o seu tempo de vida na terra, para ensinar o outro a se virar sozinho.
Ser bom não é ser bonzinho. É fazer com que todos cresçam a sua volta sem medo de ser superado.
Ser bom é ser verdadeiro com o que tem, buscando sempre o melhor, mas mantendo a dignidade de não se fazer de coitado.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Da arte de criar blogs...
É fato que isso se tornou uma tendência mundial. Que [quase] todo mundo tem/quer-ter um. E que nem sempre querer significa ter talento para.
Não faço idéia se levo jeito para a coisa, só decidi mesmo porque sentia falta de um espaço onde eu pudesse colocar minhas idéias sobre o monte de coisas que me rodeia sem estar à mercê dos bugs orkutianos e das limitações do twitter. Vai ver é pura empolgação e depois de uns meses esse aqui vai ser mais um a integrar a lixeira virtual. Ou então eu "me encontro", a coisa flui e acaba bombando. Vai saber.
Dito isso, acho que cabe um último esclarecimento: os pensamentos aqui descritos não são (e nem pretendem ser) visões definitivas sobre um fato - afinal, só não muda de idéia quem não as tem [já dizia não-sei-quem]. No mais, fico com o pensamento do Maurício Ricardo: O segredo da convivência é não entender opiniões como sentenças, ainda que quem emita a opinião se sinta sentenciando. É mais ou menos por aí.
PS: [sobre o nome do blog] faz tempo que acho que para sobreviver nesta insanidade você tem que ter jogo de cintura. Não é só se entregar ao bom e velho rock (que, convenhamos, ainda está meio abalado pela recente epidemia emo), mas analisar tudo criticamente, saber como dizer o que pensa, assumir o que fala/faz e defender o que acredita - mesmo que tudo conspire contra. Rockear, mesmo que de leve!
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